Ainda no outro dia, peguei num iogurte líquido Adagio e fiquei estupefacto... em silêncio... como se tivesse acabado de assistir à anunciação divina.
O iogurte continha no seu rótulo não só uma atraente e colorida imagem de uma meloa mas também, e para além das informações calóricas e dos ingredientes, apresentava um pequeno texto explicativo de o que é, na realidade, uma meloa. Informação preciosa para os leigos e não só, este texto elucida o bebedor de iogurte líquido de questões tão pertinentes como o contexto histórico da descoberta da meloa ou da zona do globo de onde é originária... Com base nestes dados, e acreditando que todos os iogurtes Adagio oferecem o mesmo tipo de informação adjacente a cada fruto, desde o alperce à manga, eu senti-me em êxtase criativo.
Existe então uma esperança para o nosso sistema de educação!! Isto é gente amiga e altruísta que se apoia no seu génio e intelecto superior em benefício da Humanidade!
Agora, uma criança que bebe um iogurte líquido de meloa pode saber que este fruto veio da Nova Zelândia no séc XIV, a que família da flora mundial pertence e qual o seu peso médio... resumindo, muito brevemente sairá uma valente fornada de botânicos licenciados no nosso país.
E tudo graças à Adagio!
Se me é permitido colocar a colher nesta grande panela de sucesso, aproveito para opinar o seguinte: equações matemáticas dentro dos ovos Kinder em vez de bonecos manhosos que dizem ser pintados à mão (pffff...).
Das duas uma: ou a malta subia para primeiro no ranking de inteligência da UE ou os putos davam cabo desta merda toda ao biqueiro...
De qualquer forma, obrigado Adagio!
Sunday, February 4, 2007
Carinhos de mãe
Este país nasceu de uma batalha sangrenta entre uma mãe e o seu filho.
Ora bem, será dos meus princípios e valores ou isto é uma péssima maneira para um condado, que se quer próspero, começar?!
A minha mãe também tem um feitio difícil, embora esteja a ficar melhor com a idade, mas eu nunca lhe ofereci porrada. E isto não é um orgulho que eu tenho, pura e simplesmente nunca me passou pela cabeça porque... sei lá... acho ERRADO!
A minha mãe, tirando um tabefe ou outro que concerteza mereci, também nunca quis andar à espadeirada comigo...
Às vezes imagino como poderia ter sido se a minha história tivesse semelhanças à do conquistador Afonso Henriques, numa das muitas cenas nas refeições da minha infância:
- Come a salada, André! - ordenava ela, paciente.
- NÃO GOSTO DISTO! - berrava eu a fazer birra.
- Come a salada, André! - insistia ela, já enervada.
- NÃO QUERO!
- ENTÃO SE NÃO QUERES REUNE AS TUAS TROPAS E ENCONTRAMO-NOS AMANHÃ NO CAMPO DE BATALHA PARA DERRAMARMOS SANGUE ATÉ À MORTE!!! Iremos chamar-lhe a batalha do miúdo malcriado que nunca quer comer a salada! É isso! Vá, fora daqui!
Ora isto nunca se passou comigo e ainda bem. Por outro lado, passou-se algo parecido com Afonso Henriques e Dona Urraca e nasceu Portugal. É mágica a História.
Ora bem, será dos meus princípios e valores ou isto é uma péssima maneira para um condado, que se quer próspero, começar?!
A minha mãe também tem um feitio difícil, embora esteja a ficar melhor com a idade, mas eu nunca lhe ofereci porrada. E isto não é um orgulho que eu tenho, pura e simplesmente nunca me passou pela cabeça porque... sei lá... acho ERRADO!
A minha mãe, tirando um tabefe ou outro que concerteza mereci, também nunca quis andar à espadeirada comigo...
Às vezes imagino como poderia ter sido se a minha história tivesse semelhanças à do conquistador Afonso Henriques, numa das muitas cenas nas refeições da minha infância:
- Come a salada, André! - ordenava ela, paciente.
- NÃO GOSTO DISTO! - berrava eu a fazer birra.
- Come a salada, André! - insistia ela, já enervada.
- NÃO QUERO!
- ENTÃO SE NÃO QUERES REUNE AS TUAS TROPAS E ENCONTRAMO-NOS AMANHÃ NO CAMPO DE BATALHA PARA DERRAMARMOS SANGUE ATÉ À MORTE!!! Iremos chamar-lhe a batalha do miúdo malcriado que nunca quer comer a salada! É isso! Vá, fora daqui!
Ora isto nunca se passou comigo e ainda bem. Por outro lado, passou-se algo parecido com Afonso Henriques e Dona Urraca e nasceu Portugal. É mágica a História.
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